sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Critical Success Factors for Improved Projections

When formulating projections (e.g. revenues, costs, profits etc.), it is very common to encounter all types of pitfalls: numbers fallen from heaven, conclusions that make no sense, numbers which reflect a mismatch with the company strategy, etc.

To make matters worse, it is quite typical that the person who must present the projections has just had a one-hour meeting with the person who has prepared the projections’ foundational calculations (i.e. first time to understand the numbers…). From there to complete disaster, there are few steps...

Whether you are a CEO, manager or analyst, when developing any type of projections (e.g. commercial, financial or operational), it is essential to consider the following points:

  Have analytical rigor: when analyzing the numbers, it is very important to understand from where they come. When I question my clients on the origin of the numbers used in their projections, it isn´t unusual to find that those numbers are based on the "experience" of a manager or director. Numbers cannot fall from the sky. They must be backed up by reliable and tested data. Such data can be a measured benchmark, the past performance of the business, industry projections etc.. The key message here is: numbers have to come from somewhere other than "someone's brilliant mind".
  Work with assumptions... and make them reasonable: for any type of projection, it is possible to give a 1-hour, 1-day, 1 week, 1-month or 6-month response. What is key from the beginning is to work with a comprehensive view of the projection, and for this view to serve as a reasonable starting point for a first discussion. Over time, the assumptions can be refined and adjusted. A tip here: it is not necessary to work with exact numbers; data ranges work fine.
  Create alternative scenarios: most of the time two scenarios are enough (e.g. conservative and aggressive scenarios). The point here is to broaden the discussion in order to understand (i) whether the projection is on track, (ii) what level of resources are required (investments, people, systems, etc.), and (iii) what are the implications of each scenario (loss of market share, improved share price etc.).
  Ask yourself whether the conclusions drawn make sense: once the numbers have been analyzed rigorously, the premises have been tested and sound reasonable, and the scenarios have been created ... do the findings make sense? E.g. the projection concludes that the company will increase its profits 20% by reducing revenues 15% and increasing the cost of goods sold 8%? Evidently, there is something wrong in the logic... It may be necessary to review the aforementioned points and, from the answers that may arise, develop a new projection.
  


In order to address all these points you need to stay on top of what happens in the process of formulating projections. This aim is not achieved by simply having a 2-3 hours meeting with the person who worked on the projections’ foundational calculations the day before the presentation. Nor does it mean that you have to prepare 100% of each projection from scratch. It rather implies that you need to convey very clearly at the outset the desired objectives and do periodic check-ups with the person preparing the calculations and building the projections’ foundations. Often 30 minutes of conversation on a regular basis is more worthy than sporadic check-ups – sporadic check-ups most frequently end up being used to redo everything developed in past days, weeks or months without proper guidance.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Questões Críticas na Elaboração de Projeções

Na hora de elaborar projeções, sejam de receita, de custos ou de resultados, é muito comum achar furos de todo tipo: números caídos do céu, conclusões que não fazem sentido, números que refletem um descasamento com a estratégia da empresa etc.

Para piorar a situação, não é incomum que a pessoa que está apresentando as projeções apenas conversou com quem elaborou os cálculos 1 hora antes da reunião... Daí até a humilhação completa existem poucos passos...

Independentemente de você ser um diretor, um gerente ou um analista de negócio ou consultoria, quando tenha que elaborar qualquer tipo de projeção comercial, financeira ou operacional, é fundamental seguir os seguintes pontos:
  • Tenha rigor analítico: é muito importante na hora de considerar os números colocados, entender de onde eles estão vindo. Quando questiono os meus clientes a origem daqueles números nas projeções, não é incomum ter como resposta que os números são baseados na “experiência” de um gerente ou diretor. Os números não podem cair do céu. É necessário ter um back-up de dados confiável e testado. Pode-se utilizar um benchmark do mercado, o histórico da unidade de negócios, da indústria etc., mas os números precisam vir de algum outro lugar além da mente brilhante de alguém.
  • Trabalhe com premissas... e que sejam razoáveis: para qualquer tipo de projeção, é possível dar a resposta de 1 hora, de 1 dia, de 1 semana, de 1 mês ou de 6 meses. O mais importante desde o início sim é ter uma visão consolidada e integral da projeção, e que sirva de ponto de partida “razoável” para uma primeira discussão. Com o passar do tempo essas premissas podem ser refinadas e ajustadas. Uma dica aqui: não é necessário trabalhar com números precisos, podem ser utilizados intervalos de dados.
  • Crie cenários alternativos: às vezes, 2 cenários já são suficientes (i.e., cenário conservador e cenário agressivo). O ponto aqui é abrir o jogo para ter uma conversa mais ampla para entender (i) se a projeção está no caminho certo, (ii) qual o nível de recursos requeridos (ex.: investimentos, sistemas, pessoas etc.), e (iii) quais as implicações de cada cenário (ex.: perda de share, melhoria do valor da ação etc.).
  • Se pergunte se as conclusões alcançadas fazem sentido: uma vez que os números foram analisados rigorosamente, as premissas foram testadas e parecem razoáveis, e os cenários foram criados... será que as conclusões fazem sentido? Ex.: a projeção está dizendo que vai conseguir aumentar em 20% os resultados, reduzindo 15% a receita e aumentando 10% os custos dos produtos vendidos? Evidentemente tem alguma coisa errada na lógica... É muito provável que depois de avaliar as conclusões seja preciso revisar os pontos anteriores e, a partir da resposta que surgir, elaborar uma nova projeção.

Para poder endereçar todos estes pontos é preciso ficar por dentro do que está sendo feito na projeção. E isso não se consegue com apenas 2-3h no dia antes da reunião de apresentação. Também não quer dizer que é você quem precisa elaborar 100% da projeção partindo do zero. Mas o que implica, sim, é que precisa orientar muito bem inicialmente nos objetivos buscados e fazer check-ups periódicos com quem está elaborando a projeção e construindo as premissas. Muitas vezes valem mais reuniões curtas e regulares ao longo da elaboração da projeção do que reuniões longas e esporádicas - que certamente serão utilizadas para refazer tudo aquilo que foi elaborado nos dias (ou semanas) anteriores sem direção correta.